Quando a curvatura lateral da coluna é maior em um dos lados do corpo, este pode ser um indicativo de uma deformidade chamada de escoliose. E durante a adolescência, essa condição preocupa muitos pais que identificam que seus filhos estão com uma assimetria no corpo.
Ela é mais recorrente entre as meninas, onde é possível notar diferenças na cintura ou em uma das mamas. Já entre os meninos, um dos casos de mais recorrência é entre um ombro e outro.
“A escoliose acaba sendo reparada por essa diferenciação assimétrica do corpo, principalmente quando os indivíduos veem que há uma variação na hora de se olhar no espelho. Porém, ela não causa nenhum tipo de dor ou desconforto, diferentemente do que muita gente acredita”, explica o fisioterapeuta responsável pela rede de clínicas Doutor Hérnia, Prof. Dr. André Pêgas.
Causa e diagnóstico
70% dos casos de escoliose são idiopáticos, ou seja, não se conhece a origem ou a causa. “Ainda assim, sabe-se que alguns problemas de saúde podem gerar a condição, como a neurofibromatose e a fusão de costelas”, adverte Pêgas.
Para saber se, de fato, o adolescente está com uma escoliose, ele precisa de um diagnóstico clínico feito com ajuda de exames de radiografia, para entender em qual grau está a condição.
O potencial da fisioterapia
Pêgas também destaca que, no caso da escoliose, o momento ideal para que os jovens possam lutar contra o problema é antes que acabe a fase de crescimento natural da adolescência, para evitar que o caso se agrave e possa causar consequências como compressões cardíacas e insuficiência respiratória graves.
Nesse sentido, a fisioterapia pode ajudar no tratamento, sendo uma função complementar importante, que busca ajustar o desvio causado pela escoliose. “Embora não seja possível corrigir a curvatura, a fisioterapia desempenha um papel de auxiliar a devolver a mobilidade ao organismo”, afirma o fisioterapeuta.
Quanto à prevenção, ele recomenda que o adolescente possa seguir uma rotina de exercícios para se movimentar com frequência, além de se atentar com a postura em casa e na escola, principalmente ao sentar-se em cadeiras e sofás.