Entre os dias 24 e 28 de fevereiro é celebrada a Semana de Conscientização da Sonda de Alimentação no Brasil. O tema, que ainda gera muitas dúvidas em pacientes, cuidadores e familiares, torna-se ainda mais delicado quando envolve o uso da nutrição enteral em crianças. Visando sanar as principais dúvidas do público, a gerente médica de Nestlé Health Science®, unidade de ciência e saúde Nestlé®, a Dra. Valéria Rosenfeld elencou os principais mitos e verdades acerca do tema. Confira!
Crianças que fazem o uso de sonda em casa podem ter uma vida normal.
Verdade. Crianças que utilizam sonda em casa podem levar uma vida ativa e feliz, desde que recebam os cuidados adequados. A adaptação da rotina e a orientação dos profissionais de saúde são essenciais para garantir que elas possam brincar, estudar e participar das atividades diárias com segurança. Além disso, o apoio da família e da escola faz toda a diferença para promover a inclusão e o bem-estar desses pequenos.
Quem usa sonda, não pode se alimentar pela boca.
Mito. Quem usa sonda nem sempre precisa se alimentar exclusivamente por ela. Isso depende do caso e do tipo de sonda utilizada. Em situações mais graves, onde a criança não consegue se alimentar pela boca, a nutrição ocorre exclusivamente via sonda. No entanto, em outros casos, a sonda pode ser utilizada como um suporte nutricional para garantir que a criança atinja sua meta alimentar, podendo, sempre que possível, manter a alimentação oral de forma parcial.
Para apoiar famílias e cuidadores nesse processo, a Nestlé Health Science® lançou histórias em quadrinhos que explicam de maneira lúdica o método de nutrição enteral infantil. O primeiro volume aborda questões essenciais, como aplicação e higienização, enquanto o segundo apresenta uma nova personagem com paralisia cerebral, que também utiliza sonda para se alimentar.
Quando a criança já usa sonda e, mesmo assim, sente fome, posso simplesmente aumentar a dosagem.
Mito. Quem usa sonda nem sempre precisa se alimentar exclusivamente por ela. Isso depende do caso e do tipo de sonda utilizada. Em situações mais graves, em que a criança não consegue se alimentar pela boca, a nutrição ocorre exclusivamente via sonda. No entanto, em outros casos, a sonda pode ser utilizada como um suporte nutricional para garantir que a criança atinja sua meta alimentar, podendo, sempre que possível, manter a alimentação oral de forma parcial. A sensação de fome pode ter causas diferentes, sendo uma delas influenciada pela quantidade de dieta administrada, mas também pode ser simplesmente uma “vontade de comer” não relacionada a quantidade de alimentação insuficiente.
Embora seja possível eventualmente indicado ajustar a dosagem da nutrição enteral, isso deve ser feito com orientação médica ou nutricional. O profissional de saúde avaliará a causa da fome e fará os ajustes necessários para garantir um equilíbrio adequado. Além disso, existem diversas fórmulas e produtos com perfis nutricionais variados para atender às necessidades específicas de cada paciente.
A dieta caseira enteral é melhor que a industrializada.
Mito. Tanto a dieta caseira quanto a industrializada podem ser utilizadas na prescrição da nutrição enteral, mas é importante considerar alguns aspectos. A dieta caseira pode ser uma opção viável, desde que bem planejada e suplementada conforme necessário. No entanto, alcançar todas as metas nutricionais pode ser desafiador, pois o processo de liquidificação e coagem pode levar à perda de nutrientes, especialmente micronutrientes e proteínas. Por isso, muitas vezes, é preciso um acompanhamento nutricional rigoroso para garantir um aporte adequado.
Já as fórmulas industrializadas têm a vantagem de possuir uma composição nutricional precisa e padronizada, assegurando que os nutrientes essenciais sejam entregues ao paciente na quantidade adequada. Além disso, sua esterilização reduz o risco de contaminação, o que pode ser uma preocupação com dietas caseiras, que exigem um cuidado maior na manipulação e preparo. O acompanhamento de um profissional de saúde é fundamental para garantir que a criança receba uma nutrição equilibrada e segura.