Conforme informado pela mesa de câmbio comercial e turismo da Ourominas, o dólar à vista encerrou ontem cotado a R$ 6,042 para venda. O dia foi marcado por baixa liquidez devido ao feriado nos EUA e pela expectativa em torno do discurso de posse do presidente Donald Trump.
Dois leilões de dólares foram realizados, somando 2 bilhões, o que limitou a alta da moeda. Na avaliação deste analista, os leilões foram desnecessários. Resta observar se a nova gestão do Banco Central, sob a presidência de Gabriel Galipolo, adotará uma abordagem diferente em relação às reservas e leilões de linha, possivelmente antecipando movimentos de pressão sobre o câmbio, como aparentou ocorrer ontem.
Hoje, o mercado deve reagir às declarações de Trump, que sugerem medidas protecionistas, como aumento de tarifas sobre produtos importados, redução de impostos internos e endurecimento em relação à imigrantes. Essas ações visam, segundo ele, fortalecer a economia americana. Além disso, investigações sobre déficits e práticas comerciais desleais foram determinadas, aumentando as incertezas sobre os próximos passos.
A expectativa é de que o dólar se mantenha forte e as taxas de juros elevadas no curto prazo. A volatilidade deve prevalecer enquanto o impacto dessas medidas é avaliado.